terça-feira, 28 de abril de 2009

Tempus Fugit

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O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.

Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma
mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder
a noção do tempo.

Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as
reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos,
ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.

Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do
movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de
eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.

Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:

Nosso cérebro é extremamente otimizado.

Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.

Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.

Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar

conscientemente tal quantidade.

Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não
aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma
experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para
compreender o que está acontecendo.

É quando você se sente mais vivo.

Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente
colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências
duplicadas.

Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece
que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais
chegam cada vez mais rapidamente.

Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado,
nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.

Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos,
lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.

Como acontece?

Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê
com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe
qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e
usa , no lugar de repetir realmente a experiência).

Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos
para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de
placa...

São apagados de sua noção de passagem do tempo...

Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a
experiência repetida.

Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir -as mesmas ruas,
pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações...
enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e
pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e
cheio de novidades), vão diminuindo.

Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de
novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.

Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...

ROTINA

Não me entenda mal.

A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria
das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba
sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.

Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).

Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou
registros com fotos.

Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire
férias sempre e, preferencialmente, para um lugar

quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões
postais e cartas.

Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de
momentos usuais.

Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo,
bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite
parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do
cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no
Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.

Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.

Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.

Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências
diferentes...

Seja diferente.

Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com
seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja
outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos...
... em outras palavras.... .. V-I-V-A. !!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.

E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e
buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais
interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da
vida que existem por aí.

Cerque-se de amigos.

Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com
religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.

Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?

Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade,
emoção, rituais e vida.

ESCREVA em tAmaNhos diFeRenTes e em CorES difErEntEs !

CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE...

domingo, 26 de abril de 2009

As 56 Atitudes Infalíveis - Edição Fevereiro/2009 - Você S/A

As 56 Atitudes Infalíveis

Como evitar conflitos no trabalho, se destacar durante a crise e crescer quando ela passar

Por MURILO OHL E RENATA AVEDIANI

A pesar de engraçado, o desenho que ilustra a página ao lado mais se assemelha a uma representação do inferno corporativo. É o chefe tentando puxar o tapete do colega de equipe; o gerente que quer dar um murro nas fuças da diretora, por não conseguir alinhar com ela as metas para o trimestre; o analista que, observando todo esse caos, não vê a hora de a sexta-feira chegar, para descer a serra rumo à praia; e a assistente que, diante de tudo isso, só pensa em procurar um emprego novo. Pois é, o desenho é um esboço do que pode vir a ser o seu dia-a-dia este ano. Estamos diante de uma das maiores crises econômicas da história. O impacto dela sobre as empresas ainda é incerto. Já o seu efeito sobre os nervos das pessoas é imediato. "A crise desperta o medo de perder o emprego e isso leva os profissionais a adotar atitudes defensivas", diz o professor Joel Dutra, coordenador do Programa em Gestão de Pessoas , da Fundação Instituto de Administração, de São Paulo.

Mas não é só isso. Mudaram também as regras do jogo e aumentou a pressão sobre os altos executivos — vice-presidentes e diretores. Isso torna a cobrança maior nos níveis abaixo dos cartolas. As avaliações de desempenho, antes feitas de forma descontraída e até displicente, visto que os resultados eram quase sempre garantidos, agora ficam bem mais sérias. Daqui pra frente, é bom ser muito específico ao justificar uma meta não atingida. Diante desse quadro, os conflitos emergem com mais facilidade. "Perde-se a descontração e o escritório pode virar um barril de pólvora", diz o professor Joel. Se deixar contaminar pela tensão que está no ar, pode ser uma terrível armadilha para a sua carreira. 

Por isso, mapeamos as situações mais críticas que podem aparecer nesse cenário em que tudo está de pernas para o ar. A reportagem de Você S/A ouviu 23 executivos, especialistas do mercado, acadêmicos, consultores e headhunters para entender qual o impacto dos fatores externos sobre o ambiente de trabalho e de que forma as pessoas reagem em momentos de incerteza. Cruzamos o resultado dessas entrevistas com as histórias que os internautas nos enviaram ao longo do último mês, relatando como a crise está afetando o cotidiano nas empresas em que eles trabalham. Assim chegamos às 20 situações mais desafiadoras nesse cenário (confira na coluna abaixo). A partir delas, apresentamos — junto com os especialistas ouvidos pela reportagem — 56 atitudes que farão você atravessar bem este período de incertezas, superando os dramas e saindo ainda mais forte quando a poeira baixar. Vire a página e boa leitura.

As 20 situações mais desafiadoras no escritório
Chefe estressado
Colega competitivo
Assédio moral
Falta de espaço para dar idéias
Mudanças constantes
Excesso de rigidez
Colega que virou chefe
Promoção frustrada
Politicagem
Excesso de níveis hierárquicos
Chefe ausente
Falta de identificação com a empresa
Excesso de pressão
Inveja no trabalho
Colega folgado
Chefe tirano
Dificuldade de influenciar o chefe
Dificuldade de abordar o chefe
Dificuldade de manter a produtividade
Excesso de individualismo 

1 TROQUE O CHIP MENTAL
Antes da crise começar, você era visto como um talento? Então uma má notícia: o cenário mudou para você também. Aproveite o prestígio, mas avalie o que precisa fazer de diferente para se adaptar à nova realidade. "Em tempo de demissão, fica no emprego quem realmente traz resultados e tem as habilidades que a empresa precisa no momento", diz Cláudio Garcia, presidente da consultoria DBM, em São Paulo.  

2 É TEMPO DE SER POLÍTICO
Fazer política — estabelecer e conduzir relacionamentos dentro da empresa — é fundamental para fortalecer a carreira. Mexa seus pauzinhos, mas com ética. A linha entre a política saudável e a maléfica é tênue. "O que define é a intenção. Você quer adesão à sua ideia ou derrubar a do seu colega?", diz o consultor José Augusto Minarelli, da Lens & Minarelli. 

3 TÁ NERVOSO? CHÁ DE CAMOMILA
Se você está pressionado, pode perder a calma mais depressa. O jeito é aprender a controlar os nervos. "Para crescer, o profissional precisa entender por que reage assim", diz Adriana Fellipelli, diretora-geral da Fellipelli, consultoria de recursos humanos. Isso exige autoconhecimento. Na hora do conflito, use uma lição prática: não faça nada enquanto estiver irritado. Espere uns minutos, tome um chá de camomila e, quando a fervura baixar, tome uma decisão. 

4 MEU CHEFE ADORAVA GRITAR
Rodrigo Drysdale, 46 anos, diretor de marketing da Warner Home Entertainment, trabalhava em uma empresa familiar, em 2001, e respondia a um diretor neurótico. O sujeito tinha o hábito de gritar com todos. "Cansei de ver pessoas chorando. Nos dois anos que passei lá, vi uns 12 gerentes entrar e sair", lembra.
ATITUDE: Para aguentar, Rodrigo não dava ouvidos à histeria e aconselhava o time a fazer o mesmo. Para relaxar, passou a jogar tênis diariamente. E se apegava à certeza de que a situação era provisória.

5 EVITE SEGURAR O ROJÃO SOZINHO
Não assuma, com boa intenção de colaborar, mais responsabilidades do que consegue. Em 2009, isso pode acabar em demissão. 

6 TEM QUE NEGOCIAR
Você vai ter que ser bom de negociação esse ano. Por quê? Porque o número de controles internos vai aumentar. E a disposição das pessoas em ajudar vai diminuir. E aí, para fazer as coisas andarem, só com muita conversa. Siga essa dica, que vale para chefes e profissionais de outras áreas da empresa. "Durante a negociação, não se prenda ao passado e mostre ao interlocutor o que ele vai ganhar no futuro com aquela ideia", aconselha Donald MacNicol, consultor em negociações e professor do Ibmec São Paulo. 

7 LUTE PELAS SUAS IDEIAS (DESDE QUE ELAS SEJAM EFICIENTES)
Para conseguir cumprir seus deveres,você vai precisar defender suas ideias. Mas cuidado com as discussões improdutivas. Para ter sucesso num debate, o professor de gestão Robert Sutton, da Universidade Stanford, sugere que o profissional lute pela sua ideia "como se estivesse certo" e ouça o interlocutor "como se estivesse errado". Faça o dever de casa: estude o assunto antes de abri-lo para o chefe ou colegas de equipe. 

8 FAÇA UM CHECK-UP DIÁRIO
11 perguntas para começar o dia:
• Como a crise está impactando o setor em que atuo?
• A empresa em que trabalho foi afetada? Como?
• Como a empresa em que trabalho está reagindo?
• Como a crise afeta meu departamento?
• O que o meu chefe espera de mim nesse mês?
• As conversas de corredor aumentaram?
• Até que ponto dá para confiar nelas?
• Como a crise afeta cargos como o meu?
• O que eu faço é imprescindível para a organização?
• Quais são os critérios de demissão na minha empresa?
• Como foi meu desempenho na última avaliação periódica?
• Como foi meu desempenho comparado ao de meus pares?

9 RELAXE E MÃOS À OBRA
Quando as notícias sobre demissão começam a pipocar, bate o medo de perder o emprego. Afaste esse fantasma. Pense bem, há quanto tempo você já lida com a falta de estabilidade no trabalho? "O profissional hoje está o tempo inteiro preocupado com a demissão", diz Carmelina Nickel, da DBM. Ou seja, antes da crise, você já pensava na questão. Agora que o cenário piorou, mantenha a calma. Se você se desesperar, sua produtividade vai cair. E, aí sim, você se tornará um candidato ao corte. 

10 CAUTELA ACIMA DE TUDO
Apesar do cenário ruim, você pode receber um convite de emprego. Avalie com cautela redobrada cada proposta. Se a situação na atual empresa estiver insuportável, mude. Agora, se estiver com alguma dúvida, o melhor é esperar. Ninguém sabe, nem os economistas e analistas financeiros, como será o dia de amanhã. 

11 INSISTA, SEM SER CHATO
Quando as pessoas estão na defensiva, a primeira reação é rejeitar propostas novas. Portanto, prepare-se para ouvir muitos "nãos". Para conseguir o que deseja, seja insistente. Tenha tato para saber a hora e a maneira certas de retomar o assunto sem ser chato. 

12 SEJA PARTE DA SOLUÇÃO, NÃO DO PROBLEMA
A ordem é cortar gastos. Bater na tecla de que não há despesas que possam ser reduzidas não vai adiantar. Ao fazer isso, você vai parecer do contra e passará a ideia de que não está alinhado com os planos da empresa. "É preciso fazer parte da solução e se mostrar disposto a ajudar no que for preciso", diz Patrícia Molino, sócia-líder da KPMG, consultoria em gestão de RH.  

13 PEGUE LEVE COM O CHEFE
Boa parte dos resultados ruins decorre da falta de clareza na delegação de tarefas. Os chefes não são claros mesmo. Às vezes, eles também não entenderam direito o que quer o chefe deles. A falta de clareza faz parte do processo. Por isso, pergunte, tire dúvidas, desconfie. Isso evitará conflitos e retrabalho.

14 PERGUNTE-SE COMO
Questione no dia-a-dia de sua área como economizar. Como reduzir o desperdício de papel? Dá para adiar investimentos, como? Com que fornecedores posso renegociar valores? E pense em alternativas. 

15 NÃO SE PRECIPITE
Sob pressão, as pessoas tendem a agir pior do que em condições normais. Isso vale para chefes e colegas. Evite fazer julgamentos precipitados. Avalie as diferenças na forma como uma pessoa se relaciona com chefes e subordinados — principalmente se ela trata esses últimos com respeito. Quando a poeira baixar, você vai saber separar alhos de bugalhos. 

16 DISCORDE, SEM BATER BOCA
Cinco passos para argumentar sem transformar a sala de reunião num ringue:
1. Amarre e relacione suas ideias às metas da empresa.
2. Ofereça sugestões em vez de apenas levantar problemas.
3. Mostre como sua ideia contribui para evitar danos ou superar riscos.
4. Apresente mais de uma opção.
5. Considere as preocupações e medos do interlocutor. 

17 PRATIQUE A AUTOMOTIVAÇÃO
Alguns artifícios podem manter a sua motivação em alta. Confira :
• Converse com muita gente > A troca de experiências vai ajudá-lo a perceber que as incertezas da crise afetam os outros. É, o problema não é só seu.
• Busque o simples > Retome aquelas pequenas coisas, que por vezes ficam de lado, mas que melhoram (e muito!) o astral fora do trabalho. Por exemplo, ir a academia.
• Estabeleça pequenas metas > Combine com seu chefe metas informais intermediárias. Cumpri-las vai lhe dar forças para buscar o objetivo principal.

18 EXERCITE O BOM HUMOR
53% dos profissionais brasileiros de 30 a 39 anos dizem que preferem trabalhar em ambientes divertidos.
Veja como agradar o chefe sem escorregar na falta de ética:
• Nada de piadas racistas ou apelativas.
• Tenha claramente quais brincadeiras são aceitáveis.
• Se suas tiradas não fazem sucesso, não force a barra.
• Não confunda humor com palhaçada.
• Saiba a hora certa de parar. 

19 MEÇA AS PALAVRAS
Durante a crise é preciso ter mais sensibilidade para dar opiniões. Você pode ter um estilo pessoal, mas tente variar o jeito de falar conforme o interlocutor. Por exemplo, você acha que um comentário crítico vai colaborar com o trabalho da sua equipe? Antes de fazê-lo, verifique se, no lugar de ajudar, você não criará um transtorno maior. Resumindo: calcule bem os efeitos do que você diz. 

20 TINHA MEDO DE DECEPCIONAR DOIS CHEFES
Em seu primeiro dia de trabalho na fabricante de celulares Sony Ericsson, Beni Harari, 27 anos, gerente nacional de trade marketing descobriu que teria duas chefes: uma no Brasil e outra nos Estados Unidos, seguindo a estrutura gerencial da empresa. Fiquei com medo de me complicar com ordens cruzadas", lembra.
ATITUDE: Beni traçou metas semestrais, que revisa periodicamente com as duas chefes. "Assim, sei se estou no caminho certo", diz. Quando uma tarefa extra aparece, discuto os impactos no meu trabalho com as duas. 

21 RESPIRE FUNDO
Sabe aquela promoção que o chefe havia prometido? E aquela bolsa para o MBA? Não se surpreenda se planos desse tipo forem congelados. As empresas estão cortando investimentos novos. "É preciso estar preparado para frustrações, porque elas vão ocorrer com frequência", diz Patrícia Molino, da KPMG. Encare possíveis adiamentos como algo temporário e baixe as expectativas. Assim, diminuem as chances de você se desmotivar.

22 AGUENTE O TRANCO
A sobrecarga de trabalho é uma das principais reclamações de profissionais e uma fonte permanente de conflitos no trabalho. Neste ano, com demissões e equipes enxutas, a coisa tende a piorar. Para dar conta de tudo, fique atento às prioridades. "Se tentar atender todas as demandas, você não fará nenhuma bem feita", diz José Augusto Minarelli, presidente da consultoria Lens & Minarelli Associados, de São Paulo. Portanto, organize-se:
• liste tarefas e solicitações;
• separe o importante do urgente;
• comunique os envolvidos;
• se um deles chiar — mesmo que seja o chefe —, mostre seus critérios de priorização e a importância disso para o bom desempenho do trabalho. 

23 NÃO PISE NA BOLA
Cuide da sua reputação, pois você continuará com ela quando as coisas se normalizarem. Não seja oportunista em negociações, por exemplo. Não confunda disposição para superar a adversidade com uma carga excessiva de agressividade nos relacionamentos. Em outras palavras, não pise na bola. 

24 DESCARTE A RÁDIO-PEÃO
Na crise, a fofoca aumenta. Esse é um sério risco à sua produtividade. Tome muito cuidado para não se enrolar com a boataria. Se o assunto for sobre a empresa, a melhor solução é esclarecer com o chefe. Como isso nem sempre é possível , observe o ambiente atentamente e tire suas próprias conclusões. Repercutir fofocas, nem pensar. Além de ser perda de tempo, faz mal à sua imagem. "Aos fofoqueiros não é confiada a liderança de grupos ou participações em projetos estratégicos", diz Patrícia Molino, da KPMG. 

25 PÉ NO ACELERADOR
Aumente o empenho com que realiza suas tarefas. A pressão por resultados é uma realidade no mundo corporativo, mas em momentos como este — com algumas equipes reduzidas, financiamentos mais demorados e regras mais rígidas —, para atingir o mesmo resultado às vezes é preciso de uma dose extra de sacrifício. Encare como uma fase e tenha claro aonde quer chegar (uma promoção, reconhecimento, aprendizado). Assim, fica mais fácil aguentar as dificuldades! 

26 USE E ABUSE DO TIME
"Combinar competências é o segredo para conseguir extrair ações inovadoras e diferenciadas das equipes", diz Henri Vahdat, diretor da área de capital humano da Deloitte. Para identificar competências, siga as seguintes ideias:
• tome um café com seus subordinados de vez em quando;
• pergunte a cada um que pontos fortes acreditam ter;
• delegue e acompanhe a execução;
• observe que tarefas são mais adequadas para cada um;
• crie situações que possibilitem a integração da equipe. 

27 CÉREBRO EM ATIVIDADE
Você
vai ouvir essa atitude de outras fontes, mas ela é tão importante que vale ressaltar: seja criativo, pense fora da caixa. "Ficar focado no problema não resolve nada. Sai na frente quem consegue romper a mesmice e buscar alternativas", diz Patrícia Molino, da KPMG. Faça perguntas e procure fontes alternativas. Veja como seus concorrentes resolveram o mesmo problema. Descubra os exemplos internacionais. Discuta suas ideias com alguém que entenda do assunto e verifique a validade delas. 


28 PERDI A OPORTUNIDADE DE SER PROMOVIDO
Danilo Puchetti, 35 anos, gerente de administração de vendas da Ducoco Alimentos, ficou frustrado ao ser preterido para suceder o chefe em seu emprego anterior. "Sentia que estava preparado e acreditava que seria o escolhido", diz.
ATITUDE: Desde o primeiro momento optou por dizer ao novo chefe que queria o cargo, mas que gostaria de ajudá-lo a conduzir o time e o negócio. "Preferi ser transparente, para não causar mal-entendido. Trabalhamos alinhados, ajudei no que foi possível e quando ele foi promovido me indicou para a vaga", diz Danilo.

29 UM POUCO MENOS DE EMOÇÃO
Em momentos de incerteza, as pessoas estão mais vulneráveis a expor seus sentimentos. Isso traz impactos à racionalidade e, consequentemente, piora a capacidade de decisão. Identifique e separe razão de emoção. Dosar os sentimentos é fundamental para manter-se engajado e produtivo. 

30 APRENDA TRABALHANDO
As empresas vão investir menos no desenvolvimento de funcionários este ano. Se você não quer bancar cursos caros agora, aproveite para aprender enquanto trabalha. Segundo dados da Fundação Instituto de Administração (FIA), de São Paulo, 85% do desenvolvimento das pessoas ocorre na prática. Por isso, aceite tarefas desafiadoras, peça ajuda, procure conhecer os dilemas de outras áreas e as soluções que encontraram e encare as situações como inéditas. "Admitir a sua incapacidade para lidar com certas situações é o primeiro passo para aprender", diz Cláudio Garcia, da consultoria DBM. 

31 CAPITALIZE SEU NETWORKING
Na hora da pressão, informações sobre a empresa e o mercado ganham valor. Não espere que seu chefe dê tudo mastigado para você. Diversifique as fontes com gente de fora da empresa. "Você vai agregar visões importantes, que podem virar uma boa moeda de troca", diz o professor Joel Dutra, coordenador do Programa de Estudos em Gestão de Pessoas , da FIA. 

32 O CHEFE TEM O PODER... MAS VOCÊ ESTÁ NO COMANDO
Este ano, por causa da crise econômica, o poder está de volta às mãos das empresas — e dos chefes. Mas, mesmo em desvantagem, você pode avaliar como as companhias em que gostaria de trabalhar se comportam. Elas demitem? Elas se esforçam para reter? Avalie quais, de fato, tratam os funcionários como "o seu maior ativo". 

33 FAÇA SEU TRABALHO APARECER
As empresas buscam (mais do que nunca) eficiência e estão de olho em seus melhores profissionais. É importante que o seu trabalho apareça. Mas cuidado, tem gente que confunde marketing pessoal com exibicionismo. Siga essas dicas para vender seu peixe:
• Apresente suas realizações com informações, clareza e objetividade.
• Só mostre trabalhos completos, para não causar uma primeira impressão errada.
• Comunique-se com o seu chefe. É ele quem precisa estar ciente do seu trabalho.
• Coloque-se à disposição para assumir tarefas complexas. 

34 ESCOLHA OS MELHORES
A perda de um talento produz efeitos graves. "A saída de um profissional-chave da empresa pode ser onerosa e significar até a perda de negócios importantes", diz Henri Vahdat, da Deloitte. Se você é gestor, identifique quem são as pessoas imprescindíveis e cuide bem delas. 

35 CRIE UMA BLINDAGEM ANTIPESSIMISMO
OK, a crise está aí. Mas não fique pensando exclusivamente nela. Além de tirar a concentração, isso aumenta o pessimismo. "Focar apenas no agora pode criar expectativas ruins e levar os profissionais a tomar atitudes derrotistas e conservadoras", diz Henri Vahdat, diretor da área de capital humano da Deloitte. A atitude negativa limita seu raciocínio e prejudica seu desempenho. Para manter-se otimista e focado, pense nas perspectivas de médio e longo prazos. 

36 SEJA GENTE FINA (COM O COLEGA)
Quando a empresa enfrenta dificuldades, os empregados se tornam mais individualistas e tendem a se fechar mais. Em ambientes que já eram competitivos, isso se traduz em um nível baixíssimo de coleguismo. Rompa esse ciclo. "Um profissional que é visto como alguém disposto a ajudar contribui para o bom clima e tem mais chances de ser promovido a cargos de liderança", diz Patrícia Molino, sócia-líder da KPMG, consultoria de RH. 

37 SEJA GENTE FINA (COM O CHEFE)
"Culturalmente, o chefe é visto como super-herói, sem fraquezas", diz Cláudio Garcia, presidente da consultoria DBM. Muitas vezes, o próprio líder veste essa camisa. Isso é um erro que o isola dos subordinados. Chefes normalmente receberam pouco treino para comandar equipes. Leve isso em conta no seu relacionamento e procure ajudá-lo a chefiar. "Essa sensibilidade pode estreitar a relação e abrir portas", aponta Cláudio. 

38 SEJA CLARO NO FEEDBACK
O entrosamento das equipes será fundamental para atravessar as turbulências deste ano sem conflitos. Por isso, não espere a avaliação de desempenho para dar e pedir feedback. Faça isso periodicamente. Nas conversas, seja claro e objetivo. Evite os rodeios e as indiretas. "Temos medo de magoar as pessoas com frases incisivas, mas um feedback vai ajudar, por mais duro que ele seja", diz José Augusto Minarelli, da consultoria Lens & Minarelli Associados. 

39 QUANTO MAIS FLEXÍVEL, MELHOR
Acostume-se à ideia de mudar de atividade com frequência dentro da empresa. "A vida corporativa atual está mais focada em projetos do que em rotina.", diz Henri Vahdat, da consultoria Deloitte. Quem se adapta a um trabalho flexível ganha créditos e cresce. 

40 CONCENTRE-SE NO QUE IMPORTA
Aumente a concentração no trabalho. Tudo o que as empresas precisam neste momento é foco. Faça o seguinte:
• Descubra as pessoas e assuntos que distraem sua atenção e evite-os.
• Identifique os processos que mais consomem tempo.
• Busque um bom método de otimização das tarefas.
• Evite se envolver em situações que façam você desperdiçar energia, como as fofocas na hora do café ou picuinhas desnecessárias no escritório. 

41 MEU CHEFE ME PERSEGUIA
Renata Duarte Conceição de Oliva, 29 anos, coordenadora de relações com investidores da Comgás, viveu o drama de se sentir perseguida por um chefe em seu emprego anterior. "Tive trabalhos cancelados e uma bolsa de estudo sabotada."
ATITUDE: Renata optou por não reagir às provocações. Engolia os desaforos. Quando sentiu que a situação brecava seu crescimento profissional, procurou um novo emprego. Levou dois meses para se recolocar. "Foi um período difícil, mas que me ensinou a lidar com adversidades, além de dar um baita jogo de cintura" 

42 ASSUMA SEUS ERROS
62% dos executivos consideram que o pior defeito de um chefe é não admitir os próprios erros. Superar essa atitude negativa é prova de humildade. Nos momentos de tensão, isso demonstra abertura para aprender e capacidade de negociação. 

43 FUJA DA CAÇA ÀS BRUXAS
Evite transformar um erro cometido por um colega em uma caça às bruxas. "É importante tomar cuidado, para não criar um clima de intolerância ao erro", diz o professor Joel Dutra, coordenador do Programa de Estudos em Gestão de Pessoas , da FIA. Tenha em mente que todos estão na mesma situação e o momento é de cooperar, e não de empurrar a culpa pra frente. 

44 ELEJA O SEU GURU
Escolha uma pessoa experiente, de fora da organização, para orientar seus passos e tirar dúvidas de carreira. Periodicamente marque conversas para contar como anda o trabalho e com quais situações você tem mais dificuldade em lidar. O seu guru deve ser alguém que:
• Inspire confiança .
• Você conheça e admire a trajetória de carreira.
• Tenha uma conduta irrepreensível.
• Seja acessível. 

45 AMPLIE SUA VISÃO ESTRATÉGICA
Muitos profissionais tendem a centralizar tarefas. É uma atitude equivocada de autopreservação. Quem faz isso acha que o controle das situações minimiza riscos e aumenta o poder. Besteira. "Quem se prende às atividades operacionais não gera a oportunidade de participar mais da estratégia", diz o professor Joel Dutra, da FIA. 

46 RESULTADOS JÁ!
Este ano os resultados terão de aparecer rapidamente. De maneira geral, as empresas estão mais preocupadas em salvar o trimestre do que em planejar o futuro. "Elas precisam de profissionais que deem passos curtos e precisos", diz Elaine Saad, da Right Management. Avalie bem os riscos antes de tomar decisões. 

47 MAIS AÇÃO, MENOS RECLAMAÇÃO
"As pessoas tendem a colocar a culpa pelas suas incapacidades nos outros", diz José Augusto Minarelli, da consultoria Lens & Minarelli Associados. Apesar de ser uma atitude comum, ficar sentado colocando a culpa no chefe, no colega, na empresa ou na crise não vai resolver nada. Coloque-se à disposição para ajudar a resolver os problemas. Aja. 

48 É CHATO? EU TOPO
"Em 2009 as tarefas podem não ser desafiadoras, mas é preciso fazer concessões", diz Patrícia Molino, da KPMG. Traduzindo: prepare-se para aceitar tarefas chatas. E gostar. 

49 VÁ DIRETO AO PONTO
Seja objetivo. Este ano, ninguém tem tempo a perder e:
• pense por que aquela informação interessa ao interlocutor;
• liste os pontos mais relevantes;
• para cada tópico, estruture começo, meio e ? m para o discurso;
• escolha um bom momento para falar;
• fale de forma direta e simples;
• procure identificar o estilo de comunicação de cada pessoa. 

50 FAÇA VALER SUA EMPATIA
Em qualquer situação, antes de reagir, avalie o contexto e imagine o que você faria se estivesse no lugar de seu chefe ou colega. "A empatia está relacionada à maturidade. Quem tem esta habilidade consegue agir com mais segurança", diz o consultor José Augusto Minarelli. 

51 FIQUE DE OLHO NOS EXPERIENTES
70% dos executivos consideram que a melhor forma de aprendizado é ser treinado por profissionais mais experientes. Enquanto essa crise durar, cole no cara grisalho do departamento. Ele já experimentou — e sobreviveu — a outras crises.

52 SEM BYPASS, PLEASE
A ansiedade para se destacar será grande neste ano. Quando for fazer propaganda de suas realizações, porém, cuidado para não atropelar seu chefe, e já ir direto falar com o diretor sobre o excelente resultado de vendas da sua área. "Muitas vezes, esse buypass é desnecessário. A melhor forma de uma pessoa aparecer não é essa", diz Elaine Saad, da Right Management. 

53 PENSE BEM ANTES DE PEDIR AUMENTO
Você realmente quer pedir aumento no meio da crise? Saiba que, na maioria das vezes, isso vai soar como a mais completa falta de noção. E, se isso ocorrer, seu nome pode ir parar na lista de corte. Então, antes de falar com o chefe, avalie se:
...você tem superado as metas e merece ganhar mais;
...pode dar mais um tempo com o salário atual;
...você está preparado para queimar uma ficha. 

54 COM SEGURANÇA, MAS SEM ARROGÂNCIA
Mais do que nunca, você vai precisar confiar no seu taco para tomar decisões e dar opiniões. Mas cuidado: segurança nada tem a ver com arrogância e teimosia. Aparecer como o dono da verdade é péssimo negócio para sua carreira. "Ao desmerecer a opinião alheia, você perde pontos de vista importantes para desempenhar melhor o seu trabalho", diz o professor Joel Dutra, da Fundação Instituto de Administração (FIA), de São Paulo. 

55 EU DISCUTIA DEMAIS
Rogério Cabral, 36 anos, diretor comercial da empresa de previdência privada Previna, acabou com a fama de brigão em seu emprego anterior por insistir em apresentar clientes que estavam fora do perfil da empresa. "A cada cliente negado, eu batia o pé e discutia", diz. Demorou seis meses para sacar que a cultura da empresa era diferente. A partir daí, reformulou suas atitudes e melhorou seu desempenho.
ATITUDE: Antes de apresentar um novo cliente, Rogério passou a caprichar nos relatórios, com argumentos mais consistentes e informações mais completas. 

56 ENGAJE-SE
Evite assumir uma atitude individualista. Satisfazer-se apenas em cumprir suas tarefas e assegurar somente o seu bônus são comportamentos que acabam por aliená-lo do que ocorre na empresa. "Demonstre interesse pelo negócio", sugere Cláudio Garcia, presidente da DBM. Essa atitude vai melhorar sua empregabilidade. "Os profissionais preocupados apenas em segurar o cargo são identificados e logo são mandados embora."



SERÁ MESMO QUE VOCÊ E SUBSTITUIVEL ?

Será mesmo que você é substituível?

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.

Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível".

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.

Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?

- Tenho sim. E Beethoven?

- Como? - o encara o gestor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?

Silêncio.

Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.

Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico (até hoje o Flamengo está órfão de um Zico)?

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram
seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando
energia em reparar seus 'gaps'.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico...
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola,
Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'; ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:

"Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão
Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.. Ninguém... pois nosso Zaca é insubstituível"

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém te substituirá!

"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco  que posso.

O que eu faço é uma gota no meio de um oceano, mas sem ela o oceano será menor."


sexta-feira, 24 de abril de 2009

Fwd: Para todos nós !




http://www.youtube.com/watch?v=7f18pI0F0Ok

 
 
 
 

   
 
 


 Paradoxo do Nosso Tempo
George Carlin

 "Nós falamos demais,
amamos raramente,
odiamos freqüentemente.
Nós bebemos demais,
gastamos sem critérios.
Dirigimos rápido demais,
ficamos acordados até muito mais tarde,
 acordamos muito cansados,
lemos muito pouco, assistimos TV demais, 
perdemos tempo demais em relações virtuais, 
e raramente estamos com Deus.
 
Multiplicamos nossos bens,
mas reduzimos nossos valores.
Aprendemos a sobreviver,
mas não a viver;
adicionamos anos à nossa vida
e não vida aos nossos anos.
 Fomos e voltamos à Lua,
mas temos dificuldade em cruzar a 
rua e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço,
mas não o nosso próprio.
 
Fizemos muitas coisas maiores,
mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo,
 mas não nosso preconceito;
escrevemos mais,
mas aprendemos menos;
planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar
e não, a esperar.
 Construímos mais computadores
para armazenar mais
 informação,
produzir mais cópias do que nunca,
mas nos comunicamos cada vez menos.
 
Estamos na era do 'fast-food'
e da digestão lenta; 
do homem grande, de caráter pequeno;
lucros acentuados e relações vazias.
 
Essa é a era de dois empregos,
vários divórcios,
casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas,
fraldas e moral descartáveis,
das rapidinhas, dos cérebros ocos
e das pílulas 'mágicas'.
Um momento de muita coisa na vitrine e
muito pouco na dispensa.
 
Lembre-se de passar tempo com as
pessoas que ama, pois elas 
não estarão aqui para sempre.
 
Lembre-se dar um abraço carinhoso
em seus pais, num amigo, 
pois não lhe custa um centavo sequer.
 
Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua
companheira(o)  e às pessoas que ama,
mas, em primeiro lugar, se ame.
 Um beijo e um abraço curam a dor,
quando vêm de lá de dentro.
Por isso, valorize sua familia, 
seus amores, seus amigos,  
a pessoa que lhe ama,
e, aquelas que estão
sempre ao seu lado."
 

 
 

terça-feira, 10 de março de 2009

As duas pulgas (por Max Gehringer)




*Max Gehringer*

Muitas empresas caíram e caem na armadilha das mudanças drásticas de
coisas que não precisam de alteração, apenas aprimoramento.
O que lembra a história de duas pulgas.

Duas pulgas estavam conversando e então uma comentou com a outra:

- Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar. Daí
nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas pelo cachorro é
zero. É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas.
Elas então contrataram uma mosca como consultora, entraram num
programa de reengenharia de vôo e saíram voando. Passado algum tempo,
a primeira pulga falou para a outra:
- Quer saber? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao
corpo do cachorro e nosso tempo de reação é bem menor do que a
velocidade da coçada dele.
Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e
levantam vôo rapidamente.
Elas então contrataram o serviço de consultoria de uma abelha, que
lhes ensinou a técnica do chega-suga-voa. Funcionou, mas não
resolveu...  A primeira pulga explicou por quê:
- Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar
muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos
alimentando direito. Temos de aprender como os pernilongos fazem para
se alimentar com aquela rapidez.
E então um pernilongo lhes prestou uma consultoria para incrementar o
tamanho do abdômen. Resolvido, mas por poucos minutos.... Como tinham
ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo
cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar. Foi aí que
encontraram uma saltitante pulguinha, que lhes perguntou:
- Ué, vocês estão enormes! Fizeram plástica?
- Não, reengenharia. Agora somos pulgas adaptadas aos desafios do
século XXI.  Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimento.
- E por que é que estão com cara de famintas?
- Isso é temporário. Já estamos fazendo consultoria com um morcego,
que vai nos ensinar a técnica do radar. E você?
- Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sadia.
Mas as pulgonas não quiseram dar a pata a torcer, e perguntaram à pulguinha:
- Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em uma reengenharia?
- Quem disse que não? Contratei uma lesma como consultora.
- Mas o que as lesmas têm a ver com pulgas, quiseram saber as pulgonas...
- Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês duas. Mas, em vez de dizer
para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse a situação e me
sugerisse a melhor solução. E ela passou três dias ali, quietinha, só
observando o cachorro e então ela me disse: "Não mude nada. Apenas
sente na nuca do cachorro. É o único lugar que a pata dele não
alcança".

MORAL:
Você não precisa de uma reengenharia radical para ser mais eficiente.
Muitas vezes, a GRANDE MUDANÇA é uma simples questão de
reposicionamento.

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

CASAL LENDO A BULA

Luiz F. Veríssimo

- Vai, Horácio. Toma logo.

- Eu não tomo nada sem antes ler a bula. Cadê meus óculos?

- Pendurados no seu pescoço.

- Isso é ridículo, Maria Helena. Ridículo!!!

- Então, todos os homens da sua idade são ridículos. Porque todos estão tomando! E não me puxa esse lençol, fazendo o favor. Olha aí o bololô que você me faz nas cobertas!

- A humanidade conseguiu crescer e se multiplicar durante milênios sem isso. Nós dois crescemos e nos multiplicamos sem isso. Taí o Pedro Paulo, taí o Zé Augusto que não me deixam mentir. Fora aquele aborto que você fez.

- Horácio, eu não vou discutir isso com você agora. Toma logo esse negócio.

- Isso aqui faz mal pro coração, sabia? Um monte de gente já morreu tentando dar uma trepadinha farmacêutica.

- Foi por uma boa causa. E não faz mal coisa nenhuma. Só pra quem é cardíaco e toma remédio. Você não é cardíaco. Nem coração você tem mais.

- Não começa, Maria Helena, não começa.

- Pode ficar sossegado que você não vai morrer do coração por causa dessa pilulinha. Eu vi num programa do GNT um velhinho de 92 anos que toma isso todo dia.

- Sério?

- Preciso de sexo, Horácio.

- Mas hoje é segunda, Maria Helena...

- Quero trepar!!! Foder!!! Ser comida por um macho de pau duro!!!

- Francamente, Maria Helena, que boca. Parece que saiu da zona.

- Quero ser penetrada, quero gozar.

- O sexo é uma ditadura, Maria Helena A gente tá na idade de se livrar dela.

- Saudades da dita dura. Olha só, você me fez fazer um trocadilho de merda.

- Além do mais, Maria Helena, nós já tivemos um número mais do que suficiente de relações sexuais na vida, por qualquer padrão de referência, nacional ou estrangeiro. A quantidade de esperma que eu já gastei nesses anos todos com você dava pra encher a piscina aqui do prédio.

- Com o esperma que você ordenhou manualmente, talvez. O que o senhor gastou comigo não daria nem pra encher o bidê aqui de casa. Um penico, talvez. Até a metade.

- Maria Helena...

- E faz quase um ano que não pinga uma gota lá dentro!

- Sossega o facho, mulher. Vai fazer ioga, tai chi chuan. Já ouviu falar em feng shui, bonsai, shiatsu ? Arranja um cachorro. Quer um cachorro ? Um salsichinha?

- Quero um salsichão, Horácio. Olha aí: outra piadinha infame.

- É porque você está com idéia fixa nessa porcaria.

- Que porcaria?

- O sexo, Maria Helena, o sexo.

- Sabe o que mais que deu naquele programa sobre sexo, Horácio?

- Não estou interessado.

- Deu que as mulheres com vida sexual ativa têm muito menos chance de ter câncer. É científico.

- Come brócolis que é a mesma coisa, Maria Helena. Protege contra tudo que é câncer... Também é científico, sabia? E puxado no azeite, com alho, fica uma delícia.

- A que ponto chegamos, Horácio. Eu falando de sexo e você me vem com brócolis puxado no azeite!

- Com alho.

- Faça-me o favor, Horácio.

- Maria Helena, escuta aqui, você já tem 50 anos, minha filha, dois filhos adultos, já tirou um ovário, já...

- Não fiz 50 ainda. Não vem não. E o que é que filho e ovário têm a ver com sexo?

- Maria Helena, me escuta. Depois de uma certa idade as mulheres não precisam mais de sexo.

- Ah, não? Quem decidiu isso?

- Sexo nessa idade é pras imaturas. Pras deslumbradas, pras iludidas que não sabem envelhecer com dignidade.

- Prefiro envelhecer com orgasmos

- O que é que o Freud não diria de você, Maria Helena.

- E de você, então, Horácio? No mínimo, que você virou gay depois de velho. Boiola.

- Maria Helena! Faça-me o favor... Eu tenho que ouvir isso na minha própria casa, na minha própria cama,diante da minha própria televisão?

- Aliás, gay gosta de trepar. É o que eles mais gostam de fazer.. Você virou outra coisa, sei lá o quê. Um pingüim de geladeira, talvez.

- Maria Helena, dá um tempo, tá? Tenho mais o que fazer.
- Fazer? Essa é boa. O que é que um bancário aposentado com salário integral tem pra fazer na vida, posso saber? Ficar jogando bilhar a tarde inteira?

- Sem comentários, Maria Helena, sem comentários.

- Tá bom, sem comentários. Bota os óculos e lê duma vez essa bendita bula.

- Só que precisa de dois óculos pra ler isso. Olha só o tamanhico da letra. Se é um negócio pra velho, deviam botar uma letra bem grande. Pelo menos isso.

- Vira o foco do abajur para cá... assim... melhorou?

- Abaixa essa televisão também. Não consigo me concentrar ouvindo novela. Mais. Mais um pouco.

- Pronto, patrãozinho. Sem som. Vai, lê duma vez.

- O princípio ativo do medicamento é o citrato de sildenafil.

- Sei.

- Veículos excipientes: celulose microcristalina. ..

- Celulose vem da madeira. Pau, portanto. Bom sinal.

- Onde foi parar a sua pouca educação, Maria Helena?

- Vai lendo, Horácio. Depois conversamos sobre a minha pouca educação..

- Cros... camelose sádica. Croscamelose. Castrepa, Maria Helena. Me recuso a tomar um troço com esse nome. Deve ser alguma secreção de camelo. Se não for coisa pior.

- Não é camelose. Num tá vendo aí? É caRmelose... Deve ser algum adoçante artificial. Pro seu pau ficar doce, meu bem..

- Putz. Só rindo mesmo. A menopausa acabou com a sua lucidez, Maria Helena.

- Troco toda a lucidez do mundo por um pau tinindo de tesão por mim.

- Absurdo, absurdo.

- Que mais, que mais, Horácio?

- Dióxido de titânio.

- Ah, titânio. Pro negócio ficar bem duro.

- índigo carmim...

- índigo? Deve ser o que dá o azul da pilulinha.

- Será que esse negócio não vai deixar o meu pau azul, Maria Helena?

- E daí, se deixar? Você não sai por aí exibindo o seu pênis, que eu saiba. Ou sai?

- Mas, e se eu for a um mictório público? o que é que o cara ao lado não vai pensar do meu pinto azul?

- Diz que você é um alienígena, ora bolas. Que o seu corpo está pouco a pouco se adaptando à Terra, que ainda faltam alguns detalhes. Ou explica que você é um nobre, de sangue e pinto azul. Ou não diz nada, ora bolas. Acaba de mijar, guarda o pinto azul e vai embora, pô.

- Escuta. Agora vem a parte que explica como esse petardo funciona.

- Isso. Quero ver esse petardo funcionando direitinho.

- Presta atenção. 'O óxido nítrico, responsável pela ereção do pênis,ativa a enzima guanilato ciclase, que, por sua vez, induz um aumento dos níveis de monofosfato de guanosina cíclico, produzindo um relaxamento da musculatura lisa dos corpos cavernosos do pênis e permitindo assim o influxo de sangue:' Cacete. Corpos cavernosos Já pensou, Maria Helena? Corpos cavernosos sendo inundados de sangue? Puro Zé do Caixão.

- Corpo cavernoso só pode ser herança do homem das cavernas. Vocês homens evoluem muito lentamente.

- Pára de viajar, Maria Helena. Parece que fumou maconha.

- Não era má idéia. Pra relaxar. Vou roubar do Pedro Paulo. Eu sei onde ele esconde. Podíamos fumar juntos.

- Eu já tô relaxado. Tô até com sono, pra falar a verdade.

- Lê, lê, lê, lê aí. Você já dormiu tudo a que tinha direito nessa vida.

- Vou ler. 'Todavia, o sildenafil não exerce um efeito relaxante diretamente sobre os corpos cavernosos.. :'

- Não?

- Não, Maria Helena. Ele apenas 'aumenta o efeito relaxante do óxido nítrico através da inibição da fosfodiesterase- 5, a qual' - veja bem, Maria Helena, veja bem - 'a qual é a responsável, pela degradação do monofosfato de guanosina cíclico no corpo cavernoso?'. Ouviu isso?

- Degradação, Maria Helena. Dentro dos meus próprios corpos cavernosos. Degradante..

- Degradante é pau mole...

- Olha o nível, Maria Helena! Olha o nível!! Vamos ver os efeitos colaterais. Olha lá: dor de cabeça. Você sabe muito bem que se tem uma coisa que eu não suporto na vida é dor de cabeça.

- Na cultura judaico-cristã é assim mesmo, Horácio. Pra cabeça de baixo gozar, a de cima tem que padecer.

- Não me venha com essa sua erudição de internet, Maria Helena. Estamos off-line.

- Deixa de ser criança, Horácio. Se der dor de cabeça você toma um Tylenol, reza uma ave-maria, canta o 'Hava Naguila' que passa.

- Outro efeito colateral: rubor. Rá, rá. Vou ficar com cara de quê, Maria Helena? De camarão no espeto?

- Se for camarão com espeto, tá ótimo. Que mais, que mais?

- Enjôos. Ó céus! Enjôos...

- Você sempre foi um tipo enjoado, Horácio. Ninguém vai notar a diferença.

- Vamos ver o que mais... hum.. dispepsia. Que lindo. Vou trepar arrotando na sua cara.

- Você me come por trás. Arrota na minha nuca.

- É brincadeira. . É essa a sua idéia de amor, Maria Helena?

- Isso não tem nada a ver com amor, Horácio. Já disse: é profilaxia contra o câncer. E arrotar, você já arrota mesmo o dia inteiro, sem a menor cerimônia. Na mesa, na sala, em qualquer lugar.

- Como se você não arrotasse, Maria Helena.

- Mas não fico trombeteando os meus arrotos. Isso é coisa de machão broxa. Em vez de trepar com a esposa, fica arrotando alto pra se sentir o cara do pedaço.

- Como você é simplória, Maria Helena, como você é..... menor. Desculpe, mas acho que o seu cérebro anda encolhendo, sabia? Ou mofando. Ou as duas coisas.

- Vai, Horácio, chega de conversa mole. E de pau idem. Pula os efeitos colaterais.

- Como , 'pula os efeitos colaterais'? É porque não é você quem vai tomar essa meleca, né? Vou ler até o fim. Os efeitos colaterais são a parte mais importante. Olha lá: gases. Que é que tá rindo aí?

- Do efeito cu-lateral. Desculpa. Esse foi de propósito. Não agüentei..

- Admiro seu humor refinado, Maria Helena. Torna você uma mulher tão mais sedutora, sabia?

- Obrigada, Horácio.'Agora, quanto aos seus gases, pode relaxar o esfíncter, meu filho. Numa boa. Tô tão acostumada que até sinto falta quando estou sozinha. Sério. Fico pensando: Ah, se o Horácio estivesse aqui agora pra soltar uma bufa de feijoada com cerveja na minha cara...

- Maria Helena, qualquer dia você vai ganhar o Oscar da vulgaridade universal.

- Vou dedicar a você.

- Vamos ver que mais temos aqui em matéria de efeitos colaterais. Ah! Congestão nasal. Que gracinha. Vou ficar fanho, que nem o Donald. Qüém,qüém. Qüém.

- Um pateta com voz de pato. Perfeito.

- Ridículo. Absurdo. Idiota.

- Ridículo você já é, Horácio. E quem não é? Além do mais, é só calar a boca que você não fica fanho.

- Ah, tá. E se eu quiser falar alguma coisa na hora?

- Você não diz nada de interessante há mais de dez anos, Horácio. Vai dizer justo na hora de trepar?

- Eu não nasci para dizer coisas interessantes a você, Maria Helena.

- Já percebi.

- Hum. Ouve só; diarréia!

- Quê?

- É outro efeito colateral dessa bomba aqui. Fala sério, Maria Helena. Isto aqui é um veneno. Não sei como eles vendem sem receita.

- Deixa de ser pueril, Horácio. Magina se alguém vai ter todos os efeitos colaterais ao mesmo tempo. No máximo um ou dois.

- A caganeira e os arrotos, por exemplo? Ou a ânsia de vômito e os gases?

- Faz um cocozinho antes. Pra esvaziar! Agora, Horácio. Eu espero.

- Eu não estou com vontade de fazer cocozinho nenhum, Maria Helena. Faça-me o favor. E olha aqui, mais um efeito colateral: visão turva.

- Você bota os seus óculos de leitura. E que tanto você quer ver que já não viu?

- Maria Helena, você não entendeu? Essa droga perturba seriamente a visão. Vou ficar cego por sei lá quantas horas, quantos dias. E tudo por causa de uma reles trepadinha? E se a minha visão não voltar? Vou andar de bengala branca pro resto da vida?

- Pode deixar que eu guio a sua bengala, Horácio. Olha, pensa no lado bom da cegueira: você vai poder me imaginar 20 anos mais moça. Trinta, se quiser.

- Maria Helena, desisto. Não vou tomar essa porcaria e tá acabado.

- Dá aqui essa cartela, Horácio. Abre a boca. Pronto. Engole. Olha a água aqui. Isso. Que foi? Engasgou, amor?! Tosse pra lá,ô! Me borrifou toda! Que nojo! Quer que bata nas suas costas? Ai, meu Deus! Horácio? Você está bem ? Respira fundo! Isso, isso... E aí, amor? Melhorou? Morrer afogado num copo d'água ia ser idiota demais, até prum cara como você.

- Arrr! E com essa pílula monstruosa entalada na garganta, ainda por cima! Ufff! Me dá mais água

- Quanto tempo isso aí demora pra fazer efeito?

- Isso aí o quê?

- A pílula, Horácio, a pílula.

- E eu sei lá?

- Vê na bula, Horácio.

- Hum... tá aqui: 30 minutos.

- Ótimo. Dá tempo de ver o fim da minha novela.

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quarta-feira, 26 de novembro de 2008






A CRISE.... VISTA POR UM AMERICANO
 
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Ele é americano, e se chama Marc Faber. É analista de Investimentos e empresário. Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, ele encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado, não fosse trágico...
 
 
 
 
 
 
O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600,00.
Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Wall-Mart, esse dinheiro vai para a China.
Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.
Se comprarmos um computador, vai para a Índia.
Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.
Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha.
Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan e nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana.
 
 
O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui.
 
 
Estou fazendo a minha parte...
 
 


quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Fwd: Pense num pé frio




 pense num pé frio


 

1. Campeão, o tenista Gustavo Kuerten presenteou-o com uma raquete e nunca mais foi o mesmo.  

2. O boxeador Popó jamais venceu uma luta importante após presentear o petista com seu par de luvas.  

3. O mega-star Lenny Kravitz até sumiu do show-business após presentear o petista com sua guitarra famosa. 

 

4. O presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, foi ao Palácio do Planalto levar uma camisa do time, às vésperas da decisão da Copa do Brasil, em 2007, e na final aconteceu o que parecia impossível: perdeu o título para o Figueirense, em pleno Maracanã , com dois gols roubados pela bandeirinha.  

5. O Corinthians caiu para a segundona, logo depois do petista ser homenageado pela diretoria do clube com uma camisa 10 e seu nome grafado.  

6. Antes de partir para a última Copa do Mundo, Roberto Carlos foi o único jogador a visitar Lula, levando para ele uma camisa da Seleção autografada pelos craques. O lateral-esquerdo ajeitava o meião quando Thierry Henry, nas suas costas, fez o gol francês que tirou o Brasil da final.  

7. Após uma campanha espetacular na Copa Libertadores da América, o time do Fluminense recebeu a visita de Lula, antes da final com a LDU. O petista até posou para fotos exibindo a camisa do time. No jogo, em pleno Maracanã , o Flu perdeu três pênaltis e o título.  

Presidente Lula exibe camisa autografada pela Seleção Brasileira de Voleibol Masculino, ao lado de dona Marisa, do ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz, e dos jogadores da seleção _ (Brasília, DF, Palácio do Planalto, 16/06/2005) _ Foto: Ricardo Stuckert/PR

8. Há algumas semanas, a antes imbatível seleção masculina de vôlei esteve com o petista. Perdeu os dois jogos seguintes diante da torcida brasileira, e o título da Liga Mundial.  

cid:1.2098299274@web62502.mail.re1.yahoo.com

9. Lula, a caminho de Pequim, levando a sua 'bênção' para o maior favorito brasileiro nos Jogos Olímpicos, Diego Hypólito. Deu no que deu...

 



Novos endereços, o Yahoo! que você conhece. Crie um email novo com a sua cara @ymail.com ou @rocketmail.com.


O QUE É UM CHURRASCO?



 

 
O QUE É UM CHURRASCO?  (Escrito por uma mulher)

O churrasco é a única coisa que um homem sabe cozinhar, e quando um homem se propõe a realizá-lo, ocorre a seguinte cadeia de acontecimentos:

01 - A mulher vai ao supermercado comprar o que é necessário.
02 - A mulher  prepara a salada, arroz, farofa, vinagrete e a sobremesa.
03 - A mulher tempera a carne e a coloca numa bandeja com os talheres necessários, enquanto o homem está 
deitado  próximo à churrasqueira, bebendo uma cerveja.
04 - O homem coloca a carne no fogo.
05 - A mulher vai para dentro de casa para preparar a mesa e verificar o cozimento dos legumes.
06 - A mulher diz ao marido que a carne está queimando.
07 - O homem tira a carne do fogo.
08 - A mulher arranja os pratos e os põe na mesa.
09 - Após a refeição, a mulher traz a sobremesa e lava a louça.
10 - O homem pergunta à mulher se ela apreciou não ter que cozinhar e, diante do ar aborrecido da mulher, conclui que elas nunca estão satisfeitas.....

 
DIREITO DE RESPOSTA (Escrito por um homem)

01 - Nenhum churrasqueiro, em sã consciência, iria pedir à mulher para fazer as compras para um churrasco, pois ela iria trazer cerveja Kaiser, um monte de bifes, asas  de frango e uma peça de picanha de 4,8 Kg que o açougueiro disse ser    'Ótima', pois não conseguiu empurrar para nenhum homem.
02 - Salada, arroz, farofa, vinagrete e a sobremesa, ela prepara só para as mulheres comerem. Homem só come carne e toma cerveja.
03 - Bandeja com talheres? Só se for para elas. Homem que é homem come churrasco como tira-gosto e belisca com a mão, oras!.
04 - Colocar a carne no fogo??? Tá louca??? A carne tem que ir para agrelha ou para um espeto que, a propósito, tem que ser virado a toda hora.
05 - Legumes??? Como eu já disse, só as mulheres comem isso num churrasco.
06 - Carne queimando???  O homem só deixa a carne queimar quando a mulherada reclama: 'Não gosto de carne sangrando'; 'Isto está muito cru'; 'tá viva??'. Após a décima vez que você oferece o mesmo pedaço que estava ao ponto uma hora antes, elas acabam comendo a carne tão macia quanto o espeto e tão suculenta quanto um pedaço de carvão.
07 - Pratos? Só se for para elas mesmas!
08 - Sobremesa? Só se for mais uma Skol.
09 - Lavar louça? Só usei meus dedos!!! (e limpei na bermuda).Realmente, as mulheres nunca vão entender o que é um churrasco .

sábado, 27 de setembro de 2008

Consumo de Combustivel (Muito Util)

Nesta semana auditei um experimento no Cento de Pesquisas da Petrobrás, no RJ. Foi um procedimento para levantamento do acréscimo do consumo de gasolina com velas gastas, filtro de ar entupido, pneus urchos, etc.
Achei bastante conveniente porque o carro de testes foi justamente um...Uno Fire.
Seguem os resultados:
Velas Gastas 14/05/2006
As velas originais foram substituídas por unidades com 20.000 km rodados em outro motor idêntico, que jamais haviam sido limpas nem reguladas.
Estavam com abertura menor que a especificada.
Acréscimo de consumo: 7,49%
Filtro de ar obstruído 14/05/2006
O filtro de ar original foi trocado outro que rodara também 20.000km em outro carro igual, sem jamais ter sido limpo.
Acréscimo de consumo: 6,20%
Rodagem em "banguela" 14/05/2006
Todos os testes foram efetuados em dinamômetro. Foi simulada a rodagem em descidas com o carro engrenado e desengrenado. Conforme já fora discutido em outros
tópicos, o consumo em "banguela" é ligeiramente maior que engrenado, em carros com injeção eletrônica, mas dessa vez foi possível mensurar o consumo.
Acréscimo de consumo: 5,19%
Pneus murchos 14/05/2006
Essa é para quem tem preguiça de medir a pressão dos pneus uma vez por semana, ou quando o tempo esfria.
Foi feita a avaliação com 6 libras a menos em cada pneu (e pensar que tem gente que roda com 10 libras a menos) Acréscimo de consumo:
17,80%
Janelas abertas 14/05/2006
Esse teste não foi em dinamômetro (obviamente) , por isso o resultado não pode ser comparado diretamente com os demais, mas serve como referência.
O carro rodou em pista plana, em velocidade constante, com as duas janelas totalmente abertas (coisa muito comum lá no RJ) Acréscimo de consumo: 9,35%
Carro com 4 passageiros 14/05/2006
Simulou-se o peso de mais 3 passageiros (225kg). Claro que é melhor rodarem 4 pessoas em um Uno do que 4 pessoas em 4 carros separados. Mas isso serve para aqueles que "esquecem" a tralha da pescaria no porta-malas, ou que carregam uma baita caixa de ferramentas no porta-malas.
Acréscimo de consumo: 10,80%
Tudo junto 14/05/2006
Esse teste foi feito por curiosidade, não fazia parte do experimento.
Primeiro rodei sozinho pelo CENPES, com uma bureta presa na janela do passageiro e ligada diretamente na bomba elétrica, lá atrás. Depois, instalamos as velas gastas, o filtro sujo (pegamos de volta no lixo...hehehe) , esvaziamos os pneus em 6 libas, entramos em 4 no carro (eu guiando, pra variar) e abrimos as 4 janelas. Saímos passeando por dentro do CENPES, mais ou menos pelo mesmo circuito (é
tudo plano mesmo...)
Acréscimo de consumo: impressionantes 44,41% !!
É isso aí pessoal, agora o pessoal que fica na dúvida porque seu Carro faz 8 km/l enquanto o do vizinho faz 11 já pode fazer sua avaliação.
Atenciosamente,
Alex Noronha da Silva
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